Publicado por Rafael Dubeux em 2.06.2008
Depois de três anos de queda no desmatamento da Amazônia, os indicadores voltaram a apontar o aumento da devastação. Será que iremos permitir que se destrua a fantástica e gigantesca floresta para a expansão do gado?!
O desenvolvimento sustentável da Amazônia passa pelo investimento intensivo em ciência, e não em pecuária. O fantasma da internacionalização não se materializará numa invasão territorial, mas em tomada paulatina da biodiversidade da floresta. Continua…
Publicado por Rafael Dubeux em 7.05.2008
Escrevi há alguns meses um artigo (Corrupção, castigo e impunidade) sobre o perigo de uma recente súmula editada pelo Superior Tribunal de Justiça no sentido de que seria obrigatória, sob pena de nulidade, a presença de advogado para defender servidor acusado em processo disciplinar.
Dezenas de demissões já aplicadas a servidores corruptos vinham sendo questionadas judicialmente, o que poderia resultar na anulação da expulsão, na reintegração dos servidores e no pagamento dos salários retroativos. Continua…
Publicado por Rafael Dubeux em 3.05.2008
Depois do sumiço dos defensores do neoliberalismo após as inúmeras dificuldades que enfrentaram (insatisfação generalizada nos países periféricos, crise financeira nos Estados Unidos e retomada da intervenção e da regulação estatais), o movimento reapareceu exultante com a qualificação do Brasil como investment grade - qualificação, aliás, feita por agência de classificação de risco com imagem deteriorada por não ter antevisto o risco dos créditos subprime norte-americanos.
Afora as possíveis conseqüencias negativas do grau de investimento para um país que mantém uma taxa de juros escandalosa (falei sobre o assunto em outro artigo no blog, Tenho medo do investment grade), é preciso comentar esse novo soluço liberal, manifestado em inúmeros artigos de jornais e em matérias da grande imprensa.
O ponto central é: de quem é o mérito pelo investment grade? O que permitiu ao Brasil alcançar esse status? Continua…
Publicado por Rafael Dubeux em 26.04.2008
Calma! O leitor desavisado pode ser levado a crer que estou defendendo, neste texto, o extermínio de algum grupo étnico, cultural ou nacional. Não se trata disso. Este artigo foi escrito a propósito da polêmica suscitada pelas declarações do General Augusto Heleno, Comandante Militar do Exército na Amazônia, que qualificou a política indigenista no Brasil de “lamentável, para não dizer caótica”. Entre outras frases bombásticas, o General afirmou que o índio também é brasileiro e não pode ser excluído da convivência com outros brasileiros. E comparou a separação das terras indígenas com o conhecido bairro paulista com forte presença japonesa: “Quer dizer que, na Liberdade, vai ter japonês e não-japonês?” Continua…
Publicado por Rafael Dubeux em 19.03.2008
Os indicadores recentemente divulgados sobre a economia brasileira fizeram cair por terra alguns dogmas do debate econômico dos últimos anos. De fato, na última década, criaram-se verdadeiros fantasmas sobre certas medidas, e eles obtiveram impressionante ressonância na imprensa e no governo. “Um espectro rondava o Brasil: o espectro do imobilismo estatal na economia”, parafraseando Marx. Mas, como “tudo o que é sólido desmancha no ar”, ainda citando o controverso ideólogo alemão, com os mitos liberais não poderia ser diferente. Continua…
Publicado por Rafael Dubeux em 4.03.2008
Pretendia escrever nesta semana sobre a reforma tributária. Mas um fato novo surgiu: no último sábado, a Colômbia invadiu o território do vizinho Equador, bombardeou o local, desceu de helicóptero militar com suas tropas e retornou ao seu país. É um caso evidente de violação da soberania de um país, num continente ainda castigado pela pobreza.
Diante desse despautério colombiano, qual a reação da grande imprensa brasileira? Culpar Chávez por ter determinado o envio de tropas para a região em resposta à ação colombiana. A culpa da invasão no Equador é de Chávez! Continua…
Publicado por Rafael Dubeux em 25.02.2008
Na última semana foi anunciado com muita – e justa – exaltação o “fim” da dívida externa brasileira. Em verdade, o Brasil passou a ter reservas internacionais e outros ativos suficientes para pagar toda a dívida externa e mais um pouco. Por essa notícia muitos não esperavam. Ainda mais sob o governo Lula. Esse feito, histórico, merece ser devidamente celebrado, ainda que isso tenha custado o aumento da dívida pública interna. E já é preciso se antecipar a efeitos colaterais danosos para a economia. Continua…