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A ESCOLA DE MULA E A TV

Publicado por Lara Sampaio em 23.10.2007

Poderia dizer, valendo-me de uma comparação um tanto exagerada, que nossas escolas formam mulas. Não me refiro apenas às escolas públicas, em que notoriamente não há qualidade de ensino. Também as melhores escolas privadas seguem currículos inadequados: a formação social foi praticamente banida dos bancos escolares; em seu lugar, impera triunfante a técnica cega.

Explico melhor. Nossos adolescentes e crianças não têm acesso a noções de política, direito, filosofia. Mas são bombardeados com informações técnicas e científicas na prática incompreensíveis. Memorizam fórmulas astronômicas de astronomia, aplicam equações em cálculos de que desconfiam, sabem os estranhos nomes de estruturas celulares distantes do cotidiano. Não sugiro que o ensino técnico seja banido. Ofertado sob uma ótica mais prática, pode ser de grande valia. Quero, sim, frisar o despreparo dos jovens em temas sociais.

Passemos a outro ponto. É conhecido o fascínio que exerce a televisão sobre os brasileiros. Aparelho de televisão, no Brasil, é prioridade. Às vezes vem até mesmo antes da geladeira. A tela mágica tem o dom de fixar a atenção dos espectadores por horas a fio. As noites tupiniquins, em especial, são regadas a muita televisão. É inegável o poder da mídia.

Já se disse que a mídia é o quarto poder. Todo poder traz ínsita uma carga de responsabilidade. A da televisão pode ser resumida em três palavras: informar, formar e divertir.

Acho brilhantes as palavras de Celso Antônio Bandeira de Mello, que, ao tratar das concessões de serviço público em seu Curso de Direito Administrativo, diz:

“… em País de alto contingente de iletrados e no qual a parcela de alfabetizados que lêem, mesmo jornal, é irrisória, o rádio e a televisão são os meios de comunicação que verdadeiramente informam e, de outro lado, formam, a seu sabor, a opinião pública, de tal sorte que os senhores de tais veículos dispõem de um poder gigantesco. Deveras, como a esmagadora maioria de brasileiros não acede, ou só muito episódica e restritamente o faz, a outras fontes de informação ou cultura (livros, periódicos, cinema, teatro), as mensagens radiofônicas ou televisivas não encontram resistência alguma; antes, com o perdão da imagem prosaica, ´penetram como faca quente na manteiga´”.

Na televisão aberta do Brasil, há um claro desequilíbrio entre as funções apontadas. Tome-se como exemplo o horário nobre da Rede Globo. São quatro novelas: Malhação, a das 6, a das 7 e a das 8. No meio delas, com uma certa pressa que contrasta com a lentidão das novelas, são divulgas as informações mais importantes do dia. “Lula não vai dividir CPMF com Estados e Municípios”. “Condoleezza Rice diz que é hora de se estabelecer um estado palestino”. No geral, temos 3 horas e meia de diversão, 1 hora e meia de informação e 0 hora de formação.

A televisão pode e deve auxiliar na formação social dos brasileiros. A formação não precisa ser veiculada por chatos professores dando aulas virtuais com cenário de duas cores. Por que não se cria um programa dinâmico de debates sobre temas que ocupam destaque na mídia, como a carga tributária brasileira e a questão palestina? Vi, há alguns meses, na TV5 (televisão francesa) um programa que tratava justamente da questão palestina. No início, foram apresentados os principais aspectos do conflito por meio de gráficos coloridos e chamativos, mapas didáticos e estatísticas sobre o número de ataques e de mortos de cada uma das partes do conflito. Em seguida, começaram discussões acaloradas entre um representante da Palestina, um de Israel e alguns intelectuais franceses. Ao longo da emissão, havia curtas reportagens mostrando as opiniões de habitantes do território disputado. Um auditório participativo dava o toque final. Esse é só um exemplo de que a formação pode ser veiculada em horário nobre sem perda do interesse por parte dos telespectadores e com qualidade.

Há sempre quem lance o velho argumento de que a televisão dá ao povo o que ele quer. E o povo quer baixaria, drama e comédia. Pão e circo. Se a emissora faz diferente, perde audiência e lucro. Quadros recentes no Fantástico sobre filosofia e economia traziam formação de maneira atual e criativa. Para não sair do exemplo da moda, Tropa de Elite dá uma aula sobre segurança pública. Aborda de maneira instigante a corrupção, o poder e a brutalidade de traficantes e de policiais, a ligação entre traficantes, consumidores de drogas e políticos. Quem disse que o povo quer só diversão? Parece-me que quer, também, entender o meio social e nele intervir.

As grandes redes de televisão (Globo, Record e SBT) podem abraçar a relegada função da mídia de formar os espectadores. Basta que dêem atenção ao desenvolvimento de programas criativos e interessantes sobre temas que dizem respeito à vida política nacional e ao cotidiano das pessoas a um só tempo. Talvez assim seja possível ajudar na correção do modelo desajustado da escola brasileira, que até agora vem formando mais mulas do que cidadãos.

Lara Sampaio: Lara Sampaio é acadêmica de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

014 comentários

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  1. Marcos Tenório

    Texto muito bom, Lara,

    Realmente chega a ser gritante o descaso com que é tratado o poder da mídia como formadora de uma sociedade informada, ao menos. Leia-se descaso apenas para o fator ” formador de opinião”, não olhando para o lado do divertimento, setor esse, que não faltam investimentos. Infelizmente.

    Acho que o problema dessa questão passa não só por programas mais elaborados e sim por uma mudança estrutural na própria concepção da utilidade televisiva na vida das pessoas. Só que essa mudança só se faz com algumas décadas e, por mais batido que seja, inicia na sala de aula. Enquanto os governos tiveram suas metas voltadas apenas para a duração do seu mandado não será possível estabelecer diretrizes que tragam fortalecimento do setor educacional do país.

    Teremos, agora, a criação de um canal público. Essa será uma excelente oportunidade para se colocar em prática o papel social da mídia. Sabendo, que essa obrigação também é dos setores privados. E aí sim, teremos o papel formador da mídia em uso.

  2. Carlos Vitor

    Querida Lara,

    Já tinha lido teu texto, logo que postado, mas não o respondi porque queria enfrentar os pontos levantados por ti. Lá vai.

    No primeiro ponto do tecnicismo escolar, atento para o fato de que algumas escolas oferecem aulas de xadrez. Considero isso, uma inegável fuga ao tecnicismo cru. Embora aulas de xadrez não sejam um tema social, são um tema cultural e esportivo importante.

    E os temas sociais são fortemente tangenciados com as disciplinas de sociologia e filosofia, que se tornaram obrigatórias após homologação, em meados do ano passado, da decisão do Conselho Nacional de Educação pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad.

    Apesar desse avanço, reconheço um espaço para debates de temas da atualidade que somente podem ser enfrentados pela iniciativa das escolas, pais e próprios alunos. No entanto, creio que esse retorno das excelentes sociologia e filosofia às bancas escolares relativiza a afirmação de que triunfa a técnica cega nas escolas.

    No que toca com a tv no Brasil, o principal canal do Brasil hoje tem tentado rebater sua crítica de pouca formação dos telespectadores através da inclusão de temas sociais nas novelas. Nobre a tentativa da emissora, mas creio que essa maneira de tratar temas sociais seja insuficiente por demais!!!

    É preciso, sem dúvida, criar programas nos moldes em que você relatou no artigo (debates profundos sobre os temas com especialistas). Creio que a Tv pública idealizada pelo governo, inclusive vem sendo gestada pelo jornalista Franklin Martins, venha preencher esse espaço e pressionar, naturalmente, os demais canais a melhorarem a qualidade da formação (não é informação, é formação mesmo, como dito no texto).

    Bem, é isso. Aguardo seu próximo artigo.

  3. Carlos Vitor

    Querida Lara,

    No primeiro ponto do tecnicismo escolar, atento para o fato de que algumas escolas oferecem aulas de xadrez. Considero isso, uma inegável fuga ao tecnicismo cru. Embora aulas de xadrez não sejam um tema social, são um tema cultural e esportivo importante.

    E os temas sociais são fortemente tangenciados com as disciplinas de sociologia e filosofia, que se tornaram obrigatórias após homologação, em meados do ano passado, da decisão do Conselho Nacional de Educação pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad.

    Apesar desse avanço, reconheço um espaço para debates de temas da atualidade que somente podem ser enfrentados pela iniciativa das escolas, pais e próprios alunos. No entanto, creio que esse retorno das excelentes sociologia e filosofia às bancas escolares relativiza a afirmação de que triunfa a técnica cega nas escolas.

    No que toca com a tv no Brasil, o principal canal do Brasil tem tentado rebater sua crítica de pouca formação dos telespectadores através da inclusão de temas sociais nas novelas. Nobre a tentativa da emissora, mas creio que essa maneira de tratar temas sociais seja insuficiente por demais!!!

    É preciso, sem dúvida, criar programas nos moldes em que você relatou no artigo (debates profundos sobre os temas com especialistas). Creio que a Tv pública idealizada pelo governo, inclusive vem sendo gestada pelo jornalista Franklin Martins, venha preencher esse espaço e pressionar, naturalmente, os demais canais a melhorarem a qualidade da formação (não é informação, é formação mesmo, como dito no texto).

    Bem, é isso. Aguardo seu próximo artigo.

  4. Carlos Vitor

    Querida Lara,
    No primeiro ponto do tecnicismo escolar, atento para o fato de que algumas escolas oferecem aulas de xadrez. Considero isso, uma inegável fuga ao tecnicismo cru. Embora aulas de xadrez não sejam um tema social, são um tema cultural e esportivo importante.
    E os temas sociais são fortemente tangenciados com as disciplinas de sociologia e filosofia, que se tornaram obrigatórias após homologação, em meados do ano passado, da decisão do Conselho Nacional de Educação pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad.
    Apesar desse avanço, reconheço um espaço para debates de temas da atualidade que somente podem ser enfrentados pela iniciativa das escolas, pais e próprios alunos. No entanto, creio que esse retorno das excelentes sociologia e filosofia às bancas escolares relativiza a afirmação de que triunfa a técnica cega nas escolas.
    No que toca com a tv no Brasil, o principal canal do Brasil tem tentado rebater sua crítica de pouca formação dos telespectadores através da inclusão de temas sociais nas novelas. Nobre a tentativa da emissora, mas creio que essa maneira de tratar temas sociais seja insuficiente por demais!!!
    É preciso, sem dúvida, criar programas nos moldes em que você relatou no artigo (debates profundos sobre os temas com especialistas). Creio que a Tv pública idealizada pelo governo, inclusive vem sendo gestada pelo jornalista Franklin Martins, venha preencher esse espaço e pressionar, naturalmente, os demais canais a melhorarem a qualidade da formação (não é informação, é formação mesmo, como dito no texto).
    Bem, é isso. Aguardo seu próximo artigo.

  5. Marcos Toscano

    Lara, parabéns pelo texto. Está muito bom, como sempre. Mas devo levantar algumas discordâncias. No meu entedimento, o desafio é pensar alguma forma de estimular a produção de conteúdo educativo na tv sem interferir diretamente na liberdade dos meios de definir sua programação. É muito fácil fazr que nem Celso A. B. de Mello, que desceu o pau na televisão brasileira sem apontar caminhos viáveis para modificá-la. Além da liberdade de expressão dos, há a viabilidade econômica dos conteúdos e a vontade soberana de quem muda os canais. É uma equação difícil. Apontar a má qualidade, apenas, não é algo muito importante (tem sua importância, vá lá…). O essencial mesmo é apresentar altenativas.

    Abraço,

    M.T.

  6. Lara Sampaio

    Quanto à vindoura TV Pública, creio que ainda é cedo demais para afirmar qualquer coisa sobre seu conteúdo. Não sabemos ainda como será a programação. Pode ser que seja uma nova TV Cultura, com programas interessantes mas pouco atrativos para a maioria da população (leia-se chatos). Espero que não.

    Não sabia da inclusão nos currículos escolares de filosofia e sociologia. Grande avanço.

    A inclusão de temas sociais em novelas é muito leve. Com o tempo de um capítulo, seria possível abordar com muito mais profundidade um desses temas.

    No mais, cabe um esclarecimento. Celso Antônio acha que o governo deveria endurecer o relacionamento com os meios de comunicação e exigir uma melhora na programação, ao fundamento de que essas empresas prestam serviço público sob o regime de concessão. Não acho que seja esse um caminho viável. Na teoria, é muito lindo. Na prática, podemos imaginar a gritaria da mídia se alguma pressão do gênero lhe atingisse. E realmente seria difícil achar o limite entre o respeito à liberdade de expressão e o estímulo à programação formadora.

    Apontar alternativas nesse assunto não é tarefa fácil. No texto, deixei claro que a feitura de programas de formação interessantes me parece ser perfeitamente possível. Essa é uma alternativa. Depende da boa vontade das emissoras, é claro, mas também do poder do controle remoto e da crítica dos formadores de opinião.

    Uma outra seria a formação por meio da TV Pública. Não sei se o governo dispõe de recursos suficientes para tanto. Veremos.

  7. Rafael Dubeux

    Lara,

    Também acharia ótimo que os programas televisivos melhorassem de qualidade. Mas a idéia das TV’s públicas existentes era justamente essa. Tanto a TV Cultura, quanto a TVE e suas assemelhadas.

    O problema é que, apesar da boa vontade, a audiência desses programas era “traço”, isto é, não chegava a um ponto no IBOPE.

    Como obrigar as TV’s privadas que precisam se sustentar a fazer programas que rendem audiência “traço”? É complicado economicamente. Vamos ver se a nova TV pública conseguirá mudar esse quadro.

    Não acho que os currículos das escolas brasileiras sejam inteiramente alheios à reflexão. Não apenas as novas filosofia e sociologia servem pra isso, mas até mesmo nas disciplinas de história e geografia há bastante espaço para debates críticos. O danado é na hora de cumprir o programa, ocasião em que a habilidade do professor é determinante.

    É verdade que há um erro de foco nas disciplinas de “ciências” (biologia, física e química). Os alunos aprendem o que são ribossomos e mitocôndrias, mas não aprendem a evitar doenças básicas, a lidar com drogas e a evitar gravidez indesejada. Acho que algumas mudanças são necessárias, mas não jogaria todo o currículo no lixo.

  8. Walkerlucia

    Lara,

    Gostei muito do texto. Impressionou-me a utilização do termo mula. A princípio a comparação é óbvia: formam-se (ou deformam-se?) indivíduos tolos. Depois lembrei-me de Aristóteles, mula é sinônimo de besta, o que além de tolo pode significar um indivíduo sem moral. É certo que você nos adverte da comparação um tanto exagerada, mas observe que não é nem um pouco descabida.

    Os currículos escolares, a mais da vezes, são elaborados não para atender a necessidade de formação mas para contemplar matérias que serão requisitadas do aluno no vestibular. A melhor escola é aquela com o maior índice de aprovação. O indicativo de qualidade é: a marca da aprovação. Pouco importa que o aluno não entenda patavinas de política ou nunca tenha ouvido falar em Picasso, importa mesmo é que ele consiga o primeiro lugar geral no vestibular dois mil e tanto, e o que assusta é que essa “qualificação” parece sendimentar-se cada vez mais.

    Você fala em currículos escolares que contemplem política, filosofia, sociologia, direito… Vou mais além, porque não música, artes? Lembro de ter assistido um filme americano (depois que lembrar o nome posto aqui), em que o professor de música seria dispensado para que os gastos com a sua disciplina fosse direcionados para as aulas de matemática e inglês. Em sua defesa ele alega que se os alunos deixarem de ter aula de música, o que vão calcular? E escrever?

    Creio que a TV pode ser um excelente aliado, porém, como bem disse Marcos Toscano, “há a vontade soberana de quem muda os canais”. Ademais, há necessidade de lucro, de audiência, de programas que se tornem marca, gerando mais lucro ainda.

    Soluções? Voltar-se para a Escola de Mula. Escola que informe, forme, afinal, que possibilite a construção de indivíduos conscientes de seu papel na sociedade. Indivíduos inteligentes, robustos, com maior capacidade de adaptação a caminhos acidentados e ambientes adversos, dóceis (porque não?), rápidos, enfim, mulas. Mulas com dedos que possam mudar de canal e vontade de construir novos programas.

  9. Walkerlucia

    Teste.

  10. Walkerlucia

    Lara,

    Gostei muito do texto. Impressionou-me a utilização do termo mula. A princípio a comparação é óbvia: formam-se (ou deformam-se?) indivíduos tolos. Depois lembrei-me de Aristóteles, mula é sinônimo de besta, o que além de tolo pode significar um indivíduo sem moral. É certo que você nos adverte da comparação um tanto exagerada, mas observe que não é nem um pouco descabida.

    Os currículos escolares, a mais da vezes, são elaborados não para atender a necessidade de formação mas para contemplar matérias que serão requisitadas do aluno no vestibular. A melhor escola é aquela com o maior índice de aprovação. O indicativo de qualidade é: a marca da aprovação. Pouco importa que o aluno não entenda patavinas de política ou nunca tenha ouvido falar em Picasso, importa mesmo é que ele consiga o primeiro lugar geral no vestibular dois mil e tanto, e o que assusta é que essa “qualificação” parece sendimentar-se cada vez mais.

    Você fala em currículos escolares que contemplem política, filosofia, sociologia, direito… Vou mais além, porque não música, artes? Lembro de ter assistido um filme americano (depois que lembrar o nome posto aqui), em que o professor de música seria dispensado para que os gastos com a sua disciplina fosse direcionados para as aulas de matemática e inglês. Em sua defesa ele alega que se os alunos deixarem de ter aula de música, o que vão calcular? E escrever?

    Creio que a TV pode ser um excelente aliado, porém, como bem disse Marcos Toscano, “há a vontade soberana de quem muda os canais”. Ademais, há necessidade de lucro, de audiência, de programas que se tornem marca, gerando mais lucro ainda.

    Soluções? Voltar-se para a Escola de Mula. Escola que informe, forme, afinal, que possibilite a construção de indivíduos conscientes de seu papel na sociedade. Indivíduos inteligentes, robustos, com maior capacidade de adaptação a caminhos acidentados e ambientes adversos, dóceis (porque não?), rápidos, enfim, mulas. Mulas capazes de mudar de canal e construir novos programas.

  11. Marcos Toscano

    Isso mesmo, Wal. Focar na escola, mais e mais. Abraço.

  12. Lara Sampaio

    Wal,

    Alguns reclamaram do termo mula. É claro que é, como disse no próprio texto, uma comparação exagerada. O intuito era chamar a atenção para a formação deficiente das escolas.

    Não descarto a idéia de a escola melhorar e passar a adotar um currículo mais voltado para a formação social. Isso seria uma maravilha. Mas o texto fala de outra coisa. Trata da possibilidade de um aliado de peso se juntar à escola na formação das pessoas.

    Disse e repito: acredito que a TV pode oferecer uma programação de melhor qualidade sem perder muitos pontos no Ibope.
    Além do mais, cabe a nós, telespectadores insatisfeitos, reclamar uma programação melhor. Quantos milhões de pessoas xingam o Domingão do Faustão? Será mesmo que os brasileiros querem ver o gordinho todas as tardes de domingo? Talvez estejamos acostumados a programas ruins. E talvez desconheçamos a vontade de nossas “mulas” de assistirem a programas um tantinho melhores.

  13. Suely Esteves

    Não concordo que o jogo de xadrez seja tecnicista. Temos que mudar a sua metodologia que ele será positivo para a educação do país. Trabalhe com práticas pedagógicas diferenciasas. Trabalhei com 500 crianças com oráticas diferenciandas no xadrez e eles tiveram avanços nos aspectos cognitivo, afetivo e até mesmo psicootor. Se fosse falar sobre este projeto que desenvolvi em 2004 a 2006, com crianças de EducaçãoInfantil a 5ºano ficaria o dio inteiro para relatar fatos que marcaram na minha vida, tanto dos alunos quanto depoimento das famílias. Defendo o xadrez pedagógico. Hoje sou estudo a possibilidade do xadrez pedagógico na intervenção psicopedagógica. Sou prof de Ed. Física e Esp em Pscicopedagogia e EAD.
    Abraços a todos.
    SU
    Abraços a todos

  14. Anônimo

    Lara, como submeter textos p/ análise de voces ?

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